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Claudete Sulzbacher

of

Santa Cruz Do Sul, Rio Grande Do Sul, Brazil

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A Beleza de Ontem

by

Claudete Sulzbacher


Seu semblante é tão bondoso,
Revelando toda a beleza
E generosidade de sua alma!

Aquelas linhas e rugas,
Naquela face tranqüila,
Só lhe aumentam a doçura.

De onde vem tanta paz?
De onde vem tamanha doçura?

Morava naquela casinha singela,
Com pouco luxo,
Mas repleta de amor.
Amor pelos seus_
Amor pelos que já foram_
Esperando logo, logo reunida a todos estar.

Um sorriso indefinido, longínquo,
Mil estórias parece contar.
Emoções de ontem,
Hoje revividas,
Lá longe,
Na memória.
Doces lembranças,
Que hoje povoam seus dias.


Poema Alusivo ao Dia Mundial da Água

by

Claudete Sulzbacher


Por que a água somente é valorizada,
quando quase não é encontrada?
Por que tanto lixo continua sendo jogado
nos rios, córregos, arroios,
mesmo sabendo quais os prejuízos causados?
Por que os seres humanos,
superiores aos animais irracionais,
justamente por serem racionais,
mesmo sabendo que não vivem
sem a preciosa água,
continuam dela fazendo pouco caso?
Chuva dadivosa,
que bom contar com você,
que nos traz a água tão preciosa!
Enquanto você trabalha,
renovando nossas reservas d'água,
cá estamos correndo,
feito formigas quando há prenúncio de chuva,
perdidos,
esquecendo o que temos de mais precioso.
Mas, até quando?


Back to the Real Life

by

Claudete Sulzbacher


It's time to go back
To the real life.
But is it really
The real life?

Sometimes the best moments of our life
Seem to be so fragile,
Giving us the impression
That they are not at all real life.

Shouldn't they be real,
How could we go back to the real life
In order to make them happen again,
But now effectively real and strong?

The dream is over.
But there is still a chance
To make it come true
With the experience acquired


Amigo

by

Claudete Sulzbacher


Amigo é aquele que, mesmo invisível,
Torce por nossos sonhos, ajuda a torná-los possíveis,
Faz-nos crer que não estamos sozinhos, para que sigamos em frente,
Fazendo-nos crer que todos os obstáculos, visíveis e invisíveis,
Podem ser superados ou eliminados.
Amigo é quem nos move para a realização de nosso destino,
Fazendo com que nossas fragilidades se transformem em pontos fortes
E que nossa força sirva sempre para o bem da humanidade.
Amigo é quem nos mostra nossos defeitos,
Revelando-nos como os mesmos podem ser transformados em geradores de ações positivas.
Não há nada neste mundo que não seja possível de realizar
Com a presença de um amigo.
Mesmo quando todos parecem ter nos virado as costas,
Sempre resta um, muito especial, que jamais nos abandonará,
Enquanto crermos que Ele existe,
E está ao nosso lado, torcendo por nós.
Mesmo nos momentos de descrença,
Que fazem parte da tragetória do ser humano,
Ele estará lá, pacientemente,
Esperando que despertermos para a vida,
Acreditemos em nós e em nosso caminho,
Que, mesmo no escuro, é todo luz.
Luz que vem de dentro de nós mesmos,
Onde Ele sempre estará, lutando conosco.
Assim sendo,
Inúmeras vezes, quando ocorre algum acontecimento ruim, que nos entristece,
Algo de bom logo nos acontece, fazendo-nos crer que a alegria e o bem
Sempre estarão conosco.
Os amigos que nos cercam,
Todos com a mesma luz interior,
Que se manifesta das mais diversas maneiras,
Auxiliam-nos a seguir em frente, buscando o bem comum.
Somos, com certeza, parte de um todo,
Com faces e corpos diferentes,
Mas com a mesma razão para existir.


Eu na Chuva

by

Claudete Sulzbacher



Guarda-chuva a postos,
Lá vou eu,
Enfrentar a chuva fria.

As calçadas parecem rios caudalosos,
Com a água correndo,
Vindo de todas as direções.

Forte e determinada,
A água nem pede passagem,
Abrindo caminho,
Rompendo sua trilha,
Fria e insistente.

Fujo da água,
Com os sapatos já encharcados,
Por esta chuva
Que não cansa de chover.


Plic! Plac!

by

Claudete Sulzbacher

Plic, plac!
========

Ouço a chuva
Lá fora
No telhado,
Na calha,
No chão.
Ritmo persistente,
Frio insistente,
Meus ossos parecem congelar.
Plic, plac!
Continua chovendo,
Dia após dia,
Mantendo o sol
Oculto de nós.


Quando chove demais

by

Claudete Sulzbacher



A chuva benfazeja,
Também pode fazer mal.
Quando em excesso,
Invade plantações,
Invade moradias,
Causando destruição.
Nestas horas,
Chuva amiga,
Só queremos que te vás,
Para que tudo volte à normalidade,
Para que os estragos possamos logo reparar.


Meteorologia

by

Claudete Sulzbacher



Não por ser um nome difícil,
A meteorologia é,
Hoje,
Sua estrela guia.

A cada indício de chuva,
Nebulosidade chegando,
Preparativos são feitos,
Para uma possível evacuação.

Quem mora em zona ribeirinha,
Temeroso sempre fica,
De a chuva traiçoeira
Seu lar subitamente invadir,
Levando o fruto de seu trabalho,
O conforto de sua família,
Em um piscar de olhos.


Fome

by

Claudete Sulzbacher


Estou com fome,
Fome de tudo,
Fome de honestidade,
Fome de verdade,
Fome de sinceridade,
Fome de boa vontade,
Fome de lealdade,
Fome de tudo.
Estou mesmo com muita fome.


There is Future for Us

by

Claudete Sulzbacher



There is future for us,
In harmony with Gaia,
Our goddess.

There is future for us,
If we are conscious that
We are part of a whole.

There is future for us,
If we understand that
Life only exists
With the Life of the Planet.

There is future for us,
If we live as one only,
We and the plants,
We and the animals,
We and the Planet.




A Pressa é Amiga da Realização

by

Claudete Sulzbacher


Sempre digo:
- A vida é urgente,
A vida não pode esperar.

A vida pede pressa,
Pois seu ritmo deve prosseguir.

O doente precisa de cuidado,
Agora,
Já!

O doente precisa
Sua saúde recuperar.

Cada um faz a sua parte,
Para a vida continuar,
Para o ente querido não faltar.

Cada um tem a sua hora,
De a mão estender,
De apoio não negar,
Com pressa,
Urgente,
Buscando solução,
Buscando salvação.

A pressa é,
Com certeza,
Amiga da realização.

A vida não espera
Que alguém faça
O que podemos fazer,
Agora,
Já!


Você poderia estar aqui

by

Claudete Sulzbacher

Amigo especial...
Você foi o começo de tudo,
Minha raiz,
Meu apoio.

Num fatídico dia,
Justamente em meu natalício,
Como em efeito inverso,
Subitamente você se foi.

Não creio que tenha sido
Escolha sua
Deixar os seus
Num dia festivo,
Daqueles seus favoritos,
Deixando seu lugar à mesa
Para sempre vago,
No maior vazio.

O silêncio se fez,
E até hoje penso que
Você poderia estar aqui,
Acompanhando,
Como outrora,
Os bons e os maus momentos,
Deixando a vida mais bela,
Mais simples,
Mais possível de ser.

Você poderia estar aqui...


Sem Você

by

Claudete Sulzbacher

Sem você
O mundo seria só silêncio.
Sem você
Nenhum eco seguiria as minhas palavras.
Sem você
Não haveria reação às minhas propostas.

Você é a materialização da fraternidade,
Que se concretiza com sua simpatia,
Com a sua empatia.

Você torna reais mil sonhos,
Mudando radicalmente muitos destinos.

Dezenas de vidas terão continuidade,
Pois um gesto seu,
Tão singelo,
A luz da vida faz flamejar.


Somos amigos ...

by

Claudete Sulzbacher


Hoje poderia ser somente mais um novo dia.
Todavia, hoje é um dia especial,
Porque nos convida a refletir
Sobre a amizade.

Em momento algum de nossas vidas
Podemos dizer que estamos totalmente sós,
Pois sempre haverá,
No mínimo, a lembrança de alguém.

Aquelas pessoas que passam por nós,
Todos os dias,
Cujos nomes muitas vezes nem sabemos,
Compõem o cenário de nossas vidas.
São amigas, pois colorem a nossa existência.
Que seria de nossos dias, sem estas pessoas,
Imprimindo vida a cada momento?

Aquelas pessoas que compartilham
Nosso ambiente de trabalho,
Buscando a realização das mesmas metas,
Mesmo que jamais se encontrem pessoalmente,
São amigas, esforçando-se para o mesmo fim.

Aquelas pessoas que conosco batalharam,
Correndo contra prazos,
Buscando um resultado.
Foi ontem,
Pode ainda ser hoje,
Quem sabe voltará a ser amanhã...
São nossas amigas, com certeza,
E hoje brindam o que foi,
E o que sempre será.

Também há aquelas pessoas
Que nos estendem as mãos,
Quando buscamos algo realizar,
Incentivando-nos, com seu apoio,
A sempre mais buscar,
Cumprindo, assim,
Nossa missão de tudo fazer
Para aquele mundo ideal não ser somente um sonho,
Mas uma realidade,
O que só é possível com "solidariedade",
Que nada mais é do que amizade pelos nossos semelhantes,
"Demonstração máxima de respeito pela dignidade humana",
Como já dizia "Franz Kafka".

Você, o outro, todos somos amigos,
Estamos do mesmo lado,
Pois todos buscamos o melhor,
Desejamos ser felizes,
Queremos que a justiça seja a regra,
A saúde seja a vitoriosa,
E a paz nosso ponto de encontro.


Caminhos II

by

Claudete Sulzbacher


Faça chuva,
Faça sol,
Aqui estamos,
Rumo ao nosso destino.
Nem sempre
Estamos indo para o mesmo lugar,
mas, com certeza,
Nosso desejo é chegar a algum lugar.
Apressados, atrasados, preocupados,
Ansiosos, amendrontados, cansados,
Sonhadores, alegres, às vezes estressados,
Somos passageiros rumando a locais diversos.
Logo chegaremos,
e, talvez, não mais nos vejamos,
Viajantes que somos,
Unidos somente pelas circunstâncias.


Visitante Impetuosa

by

Claudete Sulzbacher



Chegou de mansinho
A chuva,
Que foi tomando conta,
Pouco a pouco,
Elevando o nível do rio,
Como quem nada quer.

As águas começaram a se espalhar,
Aproximando-se das moradias,
Nas áreas ribeirinhas.

Que susto!
Já estava entrando
Pela porta de entrada,
Sem pedir licença,
Como se velha conhecida fosse.

De súbito,
Impetuosa,
Foi levando consigo móveis e utensílios.

Foi-se como chegou,
Sem cerimônia,
Deixando um rastro de destruição.


Vencedor

by

Claudete Sulzbacher

O trabalho
Transformou a vida de um jovem.
Certamente
Não se trata de uma exceção.
Mas,
Este caso,
É muito especial,
Porque a personagem é especial.
Cresceu em um universo,
Que parecia
Ser fadado à escuridão.
Para muitos,
Realmente,
Não há saída.
Digamos que-ainda-
Não há muitas saídas.
Mas,
Para este jovem, houve uma saída,
Muito linda,
E, especialmente, luminosa.
Hoje,
Ele é respeitado,
Recebe o carinho de todos os que o rodeiam,
De modo a tornar-se,
A cada dia,
Mais forte,
Mais confiante.
Hoje,
Ele é um trabalhador.
Até ajuda a sua família.
Conquistou seu lugar ao sol,
Com amigos
E segurança.
É muito especial
Vê-lo trabalhando,
Com toda a sua pureza,
Com toda a sua alegria de viver.
Ao vê-lo, assim,
Poucos diriam
Que foi preciso
Romper muitas barreiras,
Particularmente o preconceito.
Este jovem
É uma lição de vida,
Graças a uma oportunidade recebida.
homenagem a um colega, ex-aluno da APAE


Descartáveis

by

Claudete Sulzbacher


O lenço,
A fralda,
A seringa,
O que têm em comum?
Para o homem moderno,
Todos podem ser descartáveis.

Os colaboradores,
Os trabalhadores,
Os prestadores de serviços,
Os amigos,
Os amores,
Poderão ser eles descartáveis, também?


Quem Será?

by

Claudete Sulzbacher



Abre porta,
Fecha porta,
Lá está ele a trabalhar.
Sorriso na boca,
Ou de cara fechada,
Depende do dia,
Depende do humor.
Seu dia não é fácil,
Pois precisa sempre atento estar,
Para nenhum fato deixar escapar,
Nenhum incidente deixar acontecer.
Seu nome ninguém sabe,
Pois não param para lê-lo
Escrito em seu crachá.
Ele é o porteiro,
Sempre pronto a lhe servir!


Criança II

by

Claudete Sulzbacher


Criança é
Alegria,
Brincadeira,
Espontaneidade,
Travessura,
Sinceridade.
Porém,
Algumas,
Desde cedo,
Já aprendem o que é sofrimento,
Vivendo solitárias,
Pelas ruas,
Sem um lar aconchegante,
Sem o carinho de seus pais.
Quais os motivos?
São inúmeros.
Importa que suas infâncias foram interrompidas,
Não vividas na sua plenitude,
Faltando uma etapa,
Deixando um grande vazio,
Que um dia se fará sentir.


Criança I

by

Claudete Sulzbacher

Tua vida está recém começando.
Apesar de ainda seres uma criança,
Ao invés de brincar, correr, sorrir,
Muitos são os dias em que choras,
Pois teu organismo está muito fragilizado,
Debilitado pela doença,
Que tão cedo te surpreendeu.
Mas coragem tens,
E muita,
E vais lutar para crescer,
Para vencer este inimigo,
Que não podes enxergar,
Que podes somente sentir,
Em teu próprio pequeno corpo.
Tua esperança é a tua força, criança!
Logo mais brincarás,
Logo mais voltarás a desenvolver atividades infantis,
Servindo de exemplo para outros,
Que enfrentam o mesmo inimigo atroz, o câncer,
Mostrando que a persistência
te transformou numa vencedora.


Lá vem ela

by

Claudete Sulzbacher


Para não perder o hábito,
Eis que,
Quando menos se espera,
Chega novamente
A chuva sorrateira.

Portas batem,
Cortinas balançam,
Folhas caem e rolam na calçadas,
Anunciando a sua chegada.

Escutam-se passos apressados,
De pessoas procurando chegar aos seus destinos,
Buscando antecipar-se à chegada dela,
Que, embora seja útil e necessária,
Às vezes causa sérios transtornos e estragos.


Noite Silenciosa

by

Claudete Sulzbacher


É noite primaveril,
Apesar da temperatura de verão,
Mais silenciosa do que costumeiramente.
Lá fora, os grilos se comunicam,
Enviando mensagens sonoras,
Difíceis de decifrar.
Logo choverá,
Para variar,
E o gato mais uma volta decidiu dar.
Ele chama seus companheiros, que preferem descansar,
Depois de um longo, quente e ruidoso dia.
Enquanto dormimos,
O ritual noturno tem continuidade,
Pois toda uma população noturna circula,
Apesar do silêncio incomum.
Quando o dia amanhecer,
Poucos vestígios restarão,
Desta noite silenciosa,
Cujas personagens já terão se recolhido,
Dando lugar a outra equipe,
A equipe do dia, mais acostumada com a luz do sol.


A cobra

by

Claudete Sulzbacher


Lá está ela
- a cobra,
sem nome,
sem referências.
Certamente foi a chuva
Que a trouxe para o centro da cidade.

Neste domingo sombrio,
Com grande número de pessoas pelas ruas,
Eis que a cobra também quis comparecer,
E se deu mal.

Será que ela veio votar?
Pois hoje é dia de eleições,
Dia de decisão.
E não é que alguém decidiu
A cobra matar?

Seu passeio foi interrompido,
Por uma pedrada certeira.
A aparição da cobra
Não foi boa idéia.
Lá está ela.
Não irá mais a lugar algum.


A garrafa descartada

by

Claudete Sulzbacher


A garrafa quebrada
Por alguém foi jogada
Na beira da calçada.
Quem teria,
Ao invés de colocá-la
Diretamente no lixo,
Decidido jogá-la
Em frente a uma casa?
Agora alguém,
Sem nada ter a ver
Com a garrafa quebrada,
Deverá colocá-la no lixo,
Com cuidado,
Para que ninguém se fira.
Quem teria descartado
Uma garrafa quebrada
Atirando-a em frente a uma casa?


Vivendo com Dignidade

by

Claudete Sulzbacher


Viver com dignidade
É tudo o que desejamos e esperamos.

Nascemos em ambiente pobre,
Se considerarmos o aspecto material.

Como se isto não bastasse,
Subitamente a doença chegou.

Parece ser ela mais um teste
À nossa resistência às dificuldades.

Fracos, fisicamente,
Mas fortes, espiritualmente,
Estamos decididos a seguir em frente,
E vencer mais este desafio.

Estamos confiantes na vitória,
Pois somos pobres,
Mas não estamos sozinhos
Nesta caminhada.

Temos amigos voluntários,
Que nos visitam,
Que nos amparam,
Amenizando nossa carência,
Tornando-nos menos vulneráveis.

A solidariedade mantém viva a esperança,
Faz com que nos sintamos amados, importantes,
Faz-nos crer que toda dificuldade pode ser superada,
Que a Vida vale a pena ser vivida,
Por mais difícil que possa parecer.


Encontros Casuais

by

Claudete Sulzbacher


Todas as manhãs,
Encontramo-nos na mesma parada,
Aguardando o nosso ônibus,
Para irmos trabalhar.

O percurso se repete,
As personagens são quase todas conhecidas,
O horário quase sempre pontual.

Lá vamos nós!
Logo, logo despedimo-nos,
Sem qualquer palavra proferir,
Seguindo nossos rumos,
Até um novo dia,
Se assim possível for.


Tuca

by

Claudete Sulzbacher


SEU NOME ERA TUCA.
MAS
NÃO ERA O TUCA DA CANÇÃO.

ELE BUSCAVA UM LAR
E UMA FAMÍLIA
ENTÃO
ADOTOU.

MAS
COMO ADORAVA A RUA
UM DIA,
PARA SEMPRE,
ELA
O

L
E
V
O
U.


Sonho Natalino

by

Claudete Sulzbacher


Como é bom poder sonhar,
Nestes dias tão bonitos,
Que antecedem o Natal!

Cada um de nós nutre um sonho,
Que espera realizar,
Com o apoio da família,
Com a força dos amigos,
Que não nos deixam desanimar.

Abramos nossos corações,
Para percebermos o que esperam de nós,
Para que possamos ser,
também,
o suporte para aqueles que nos cercam!

Façamos com que,
Neste Natal,
O amor e a fraternidade falem mais alto!

Sejamos nós
portadores de esperança,
realizadores da paz,
exemplo vivo de amor e confraternização!


É Natal

by

Claudete Sulzbacher


NATAL
é TEMPO DE ALEGRIA.

NATAL
é TEMPO DE SONHOS REALIZAR.

NATAL
é TEMPO DE OFERTAR.

NATAL
é TEMPO DE RECEBER.

NATAL
é TEMPO DE RESSENTIMENTOS ESQUECER.

NATAL
é TEMPO DE PERDOAR.

NATAL
é TEMPO DE CELEBRAR
A VIDA
O AMOR
A ALEGRIA
SEM NENHUM MOMENTO DESPERDIÇAR.


Paz e Alegria

by

Claudete Sulzbacher


Tempo de festa,
Tempo de alegria,
Tempo em que todos esperam
Por um gesto de carinho,
Por uma manifestação de amor.

Possa a Paz,
Possa a Alegria,
Possa a Esperança
Neste Natal
E no Ano Novo reinar.

De mãos dadas,
Unidos pelo amor universal,
Façamos este sonho
Em realidade
Se transformar!

Feliz Natal e que os sonhos e votos de felicidade se realizem no Ano Novo!


Vivendo Perigosamente

by

Claudete Sulzbacher


Um,
Dois,
Três.
Lá vão eles,
Em comitiva,
De um lado para o outro,
Desafiando a sorte.
Ora cortam a frente de um carro apressado,
Ora param,
De repente,
No meio da rua,
No horário de maior movimento,
Fazendo festa,
Se divertindo,
Vivendo perigosamente.


O vivente numa noite quente

by

Claudete Sulzbacher


Numa noite quente,
Com brisa pouco evidente,
Deitado,
Lá na rua,
Está um exausto vivente.

O mormaço,
A calmaria,
Tudo contribui
Para que a preguiça,
Pouco a pouco,
Tome conta.

Nem roncar
O vivente ronca,
Para poupar suas energias.

Mais tarde,
Todavia,
Quem sabe,
De repente,
A noite deixe de ser tão quente?!

Então,
Sim,
O vivente,
Já mais animado,
Poderá entrar em sua casa,
Buscando um abrigo,
Seu aconchego,
Para aguardar
O raiar de um novo dia.


Os dois passarinhos

by

Claudete Sulzbacher


Sentados, lado a lado,
Dois passarinhos estão,
Sobre a cerca de arame,
Em frente a um chalé.

Cenário simples,
Quase nenhuma planta,
Um pequeno gramado,
Numa tarde abafada,
Num dia qualquer.

O companheirismo das duas avezinhas,
Vislumbrando seu horizonte,
Atentas e solidárias,
Compartilhando aquele momento singelo,
Chama a atenção de quem as vê,
Transmitindo uma sensação
De benquerença e aconchego.


Prá que melhor?!

by

Claudete Sulzbacher


Olhando para ele,
Pode-se ver,
De imediato,
Que a felicidade mora ali.

Sua expressão é de alegria,
Contentamento e aconchego.
Assim sendo,
Ele retribui generosamente
O carinho recebido,
Oferecendo muito mais,
Enroscando-se nas pernas
De seu senhor,
Rolando alegremente,
Demonstrando sua gratidão.

Quem é ele?


A Invasão

by

Claudete Sulzbacher


Anoiteceu.
A luz do lustre tenta compensar
A ausência da luz solar.
Subitamente
Pequenos flocos parecem flutuar
Iluminados pela fraca luz artificial,
Um tanto quanto indefinidos.
Gradativamente
Percebe-se que os flocos voadores têm vida.
São eles,
Na verdade,
Pequenas traças,
Invadindo a casa.
Elas estão por toda parte,
Dentro da casa,
No jardim.
Parecem ter tomado conta da cidade.
O que pretendem
Ainda não sabemos.
Por mais lindas que sejam,
Voando iluminadas,
Dançando pelos ares,
Sua vinda,
Para nós,
Pode significar destruição,
Quando se alojarem
Nos guarda-roupas,
Nas bonitas almofadas
E peças de tapeçaria,
Pois bom gosto elas têm.
Ironia da vida.
O que é belo,
Nem sempre é bom.


Guardião do Passado

by

Claudete Sulzbacher


O tempo passou,
Mas as doces lembranças permanecem.
Lá está ele,
Como sempre,
Fiel,
Guardando o que restou.

Deitado,
Ao relento,
Junto a ele vemos tábuas, telhas, calhas,
Tudo em desalinho,
Anunciando o fim de um lar,
Agora em demolição.

Mas,
Para ele,
Ainda é o seu lugar.
Assim,
Amanhece,
E lá ele está,
Como um legítimo guardião,
Deitado,
Enroscado,
Até alguém daí o levar.
Oxalá,
Espera-se que
seu dono não vá lhe abandonar.


O melhor amigo do homem

by

Claudete Sulzbacher


Enquanto o homem
Não atingir o status
De melhor amigo do homem,
O cachorro continuará sendo,
Com mérito,
O melhor amigo do homem.

Um amigo
Às vezes alegre,
Às vezes mal humorado.
Normalmente fiel,
Embora às vezes seja aventureiro,
Largando tudo para perseguir uma bicicleta.

Um amigo
Durante o dia preguiçoso,
Mas à noite com todo o gás.
Não há refeição que o satisfaça,
Embora passe fome ao lado do dono,
Se preciso for.

Um amigo
Que continua sendo amigo,
Mesmo quando recebe maus tratos.
Um amigo
Que aceita seu destino
Com resignação,
Fazendo o melhor de si,
Sendo espelho de seu dono.

Ele é,
Indubitavelmente,
O melhor amigo do homem,
E assim continuará sendo,
Até o homem decidir
Ser o melhor amigo do homem.


Minha musa inspiradora

by

Claudete Sulzbacher


Minha musa inspiradora
É alegre,
Ao ponto de lamber as minhas mãos,
De tão feliz.

Minha musa inspiradora
É peluda,
E passa o dia a se coçar,
Sem perder o seu charme.

Minha musa inspiradora
Vem correndo ao meu encontro
Quando chego em minha casa,
Após um dia de trabalho.

Minha musa inspiradora
Não me espera com más notícias,
Pois seu mundo é tão puro
Que não pode o mal perceber.

Minha musa inspiradora
Deixa rastro por toda parte
Quando toma água fresquinha,
Para mostrar sua satisfação.

Minha musa inspiradora
Não se faz de rogada,
Quando lhe ofereço um carinho,
Aceitando-o prontamente.

Minha musa inspiradora
É leal,
É companheira,
Trazendo muita alegria aos meus dias.


Para Sempre

by

Claudete Sulzbacher


O amor nem sempre é para sempre,
Mas, mesmo que assim não o seja,
Deixa marcas significativas,
Muito profundas,
Cujas lembranças perduram,
Estas sim,
Para sempre.

Com o passar do tempo,
Os tons das lembranças amorosas vão mudando,
Assumindo novos matizes,
À medida que o calor da paixão abranda,
Sendo seu perfil delineado,
Com serenidade.

O que antes era incêndio,
Agora é rescaldo,
Do qual se busca resgatar o melhor,
Para retomar um caminho seguro,
Cujo alicerce é sólido, conhecido e seguro.

Poetry Competition

O amor não tem hora para acontecer

by

Claudete Sulzbacher


O amor acontece
Sem marcar hora,
Sem mandar aviso prévio,
Surpreendendo a todos.

O amor,
Quando é verdadeiro,
Não é planejado,
Não é premeditado.

O que faz o amor ser real
É seu acontecer,
Simplesmente,
Envolvendo dois corações.

O amor,
Portanto,
Não tem hora.
No lugar apropriado,
No devido tempo,
Chega o amor,
Devagarinho,
Fazendo o seu ninho.

Best Phone Rates EVER!

Na beira da estrada

by

Claudete Sulzbacher


Sacos plásticos,
Garrafas pet,
Latinhas de refri,
Chinelos de dedo estragados,
Mochilas rasgadas,
Papel de bala,
Sacos de biscoito vazios,
Tudo isto encontramos
Na beira da estrada,
Quase em frente
Às residências do bairro,
Onde, descalços ou de chinelos,
Muitos moradores circulam.
À noite cenário das reuniões dos ratos,
Durante o dia passarela do povo,
Que continua,
Dia após dia,
A repetir o mesmo ritual,
Deixando seu rastro,
Que, por muitos e muitos anos,
ficará em lugar impróprio,
Devido ao descaso de alguns
Para com a vida,
Para com o futuro de seus descendentes.
Tudo isto vemos
Na beira da estrada.

Submit a poem for analysis.

Pedigree

by

Claudete Sulzbacher


Lá está ele!
É tão bonito,
Valente,
amigável!

Se ele fosse um homem,
Provavelmente não estaria tão satisfeito.
A razão:
Ele não tem "pedigree".

Seu valor,
No mercado,
Está muito abaixo
Do que ele poderia imaginar.

É um feliz excluído,
E isto não há como mudar.

Poetry Competition

O passado sobre rodas

by

Claudete Sulzbacher



Horas atrás
Tábuas, telhas e calhas,
Dispersas pelo terreno,
Indicavam a demolição
De uma casinha
Que outrora foi um lar.

Na noite passada,
Um corajoso guardião
Vigiava,
No pátio,
Para ninguém invadir o local,
Na ausência dos antigos proprietários.

Eis que agora
Lá encontro um caminhão,
Totalmente carregado,
E que todo o material levará.

O passado se distanciará,
Sobre rodas,
Para outro rumo tomar.
E o fiel guardião,
Para onde irá?

Best Phone Rates EVER!

Hoje

by

Claudete Sulzbacher


Hoje é um novo dia.
A vida desperta,
Em alerta,
Esperando que você lhe sorria.

Hoje pode fazer toda a diferença,
Para você e para todos.
Tomara nenhuma desavença
Inviabilize o bem estar de todos!

Hoje se vê tanta intolerância.
Increvelmente até há quem considere cômico
Alguém demonstrar tolerância zero.

Embora pareça semelhante ao personagem cômico,
Num programa de humor,
Lembremo-nos que estamos no mundo real.

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Que todo dia seja Páscoa!

by

Claudete Sulzbacher


Um clima festivo nos envolve,
quando comemoramos a Páscoa.

A alegria da crianças,
com lindos ovos coloridos,
brincadeiras,
carinho,
família reunida,
proporcionando momentos muito especiais.

Como tudo neste mundo,
este cenário não se apresenta em todos os lares.
Sempre haverão faltas marcantes,
de um ente querido,
de recursos,
de saúde,
de amizade,
de amor.

Todavia,
a esperança de renovação,
a confiança de que dias melhores virão,
mesmo que o presente não seja dos melhores,
são sentimentos que não devem faltar,
jamais,
pois a esperança,
o convívio com outros seres humanos,
amados,
são mais do que alimento para a uma existência,
são mais do que o ar que se respira,
são mais do que a água que bebemos.

Se ainda não é uma realidade,
que seja a Páscoa um belo pretexto para abrir o coração.
De peito e coração abertos,
pode-se conquistar a verdadeira felicidade.

Poetry Competition

O tempo que tenha paciência ...

by

Claudete Sulzbacher


O dia-a-dia tem sido muito voraz...
Fosse me deixar conduzir por ele,
Sem oferecer resistências,
Ele certamente me levaria, sem rumo.

Como insisto em levar avante
As missões assumidas,
Preciso, com muita determinação,
Recusar-me a ser levada pelo tempo e por suas armadilhas.

Nesta luta contra este gigante invisível,
Sou sacudida,
Às vezes até confundida.
Ceder, é claro que não.

Cada segundo é uma novidade,
Que jamais será repetida, revivida.
Assim sendo,
O tempo que tenha paciência,
Pois meu rumo seguirei.

Best Phone Rates EVER!

O sabor de um gol

by

Claudete Sulzbacher


Ao longo de nossas vidas,
Muitas são as emoções sentidas.
Realizar algo sozinho
É muito bom.
Todavia,
Melhor ainda,
É algo realizar
Com o apoio de amigos.

Compara-se
A vibrar por um gol,
Numa ilha solitária,
Ou estar em um estádio,
Repleto de torcedores,
Num jogo de decisão.

Cada vida,
Que ajudamos a salvar,
É um super gol.

Cada dia,
Menos sofrido,
Graças ao apoio recebido,
É outro super gol.
Um gol em equipe,
Com passes simples,
Mas mágicos,
Salvadores.

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Até mesmo na tristeza

by

Claudete Sulzbacher


Estar doente não agrada muito não,
Nem ao doente,
Nem a quem o cerca.

Até juramentos,
Tais como
- na alegria e na tristeza
- na saúde e na doença
acabam se tornando um fardo
não muito agradável de ser carregado,
quando chegam os maus momentos.

Na pobreza...
Na tristeza...
Na doença ...
Que ruim!
Onde ficam,
Nesta horas,
O amor,
A solidariedade,
A amizade?

Pensando bem,
Será que só os outros adoecem?
E se fosse o contrário?!

Quem teria piedade de um ser
Que somente deseja receber,
Sem nada dar em troca?

Tudo o que se faz,
Indubitavelmente,
Tem a reação correspondente.

Por que,
Então,
Desejar a companhia do outro
Somente nos bons momentos?

Quem estará presente,
Quando chegarem os maus momentos?

Poetry Competition

Luz que espanta

by

Claudete Sulzbacher


Que estrondo!
Mais uma pancada de chuva
Desaba sobre nossa noite.
Os animais buscam abrigo,
Assustados com os trovões.
O céu,
Subitamente,
É todo luz,
Luz que espanta
A todos os que na rua moram,
Sem um telhado para lhes abrigar.

Best Phone Rates EVER!

Chove demais

by

Claudete Sulzbacher

Chove lá fora.
Realmente,
Tem chovido demais.
Inverno chuvoso,
Sol escondido,
Nuvens densas.
Cenário sombrio.
Noite triste,
Faz tanto frio.
Sol escondido,
Que falta nos faz!

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Amor Perfeito

by

Claudete Sulzbacher


Eu amei muitos homens,

Que tu amaste, também.

Ela amou somente um deles,

Que nós amamos, também.

Vós amastes alguém,

Que elas, em segredo, amaram, também.

Poetry Competition

Mortes no Asfalto

by

Claudete Sulzbacher


Já virou rotina
Logo cedo,
No início de uma nova semana,
Nos depararmos com notícias
Sobre inúmeras mortes,
Muito absurdas,
Ocorridas em mais um final-de-semana.
Muitas famílias choram,
Enlutadas,
Pela perda dos entes queridos,
Enquanto,
Lá fora,
A vida continua,
Inclusive para os causadores dos acidentes.
Hoje,
Ainda,
Soube de dois casos,
Nos quais os causadores dos acidentes
Fugiram do local,
Sem prestar assistência,
Sem serem identificados.
Me pergunto:
Como será a segunda-feira destes motoristas?
Qual será a expressão,
Em seus rostos,
Ao lerem o noticiário do trânsito,
Ao lerem o que aconteceu com as vítimas,
Ao saberem quem eram e o que faziam?
Quem causa um acidente desta natureza,
Com vítimas,
Por, quem sabe, estar com pressa,
Nem imagina quem está do outro lado.
O que, aliás, não faz diferença,
Pois todas as vidas humanas são importantes
E merecem ser preservadas,
Merecem ser valorizadas,
Como se fossem a nossa,
Segundo o maior mandamento:
"Amai ao próximo como a si mesmo".
Enquanto isto,
O asfalto continua sendo cenário de mortes,
Acontecimentos brutais,
Porque a pressa ainda parece ser motivo para acelerar,
Mesmo quando proibido,
Mesmo quando perigoso,
Mesmo quando inseguro.
E a vida continua,
Em ritmo de festa,
Com muita pressa,
Até mais alguém virar notícia,
Sentado na polícia,
Por ter interrompido mais uma vida,
Ao volante de um carro,
Do último tipo,
Muito bonito,
Mas que ainda causa mortes,
Quando os limites são extrapolados.

Best Phone Rates EVER!

Manchete Policial

by

Claudete Sulzbacher


O trânsito,
Muitas vezes,
É cenário de acontecimentos brutais,
Onde a vida vira manchete,
Onde corpos são ultrajados,
Onde a violência imita a guerra,
Apesar de não haverem inimigos.
Corpos são mutilados,
Vidas são ceifadas,
O horror chama atenção.
Voltar atrás,
Não dá não.
Qual poderá ser,
então,
a solução?

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Sem Roupa

by

Claudete Sulzbacher


A roupa lavada
Estendida no varal
Não tem jeito de secar.
Em pleno verão,
Dia chove,
Dia não,
Hoje tirou para chover.
Com esta umidade toda,
A semana começará
Sem roupa
Limpa e cheirosa
Para vestir.

Objeto Voador Identificado

by

Claudete Sulzbacher


Noite calma,
Todos dentro de suas casas,
Graças à chuva fria,
Apesar de ser verão.
Diante da luz,
Uma sombra vem e vai,
Deixando se identificar.
Frágil objeto voador,
Uma tracinha insiste em se mostrar.
Quem quiser lhe capturar,
Prepare-se,
Pois muito trabalho terá.

Noites do Sul - VII

by

Claudete Sulzbacher


Mal havia dado uma trégua,
Não é que a chuva recomeçou?
Lá fora está escuro,
Noite de lua minguante,
Agora mais sombria,
Com as ruas e calçadas molhadas,
Árvores com os galhos pesados,
Flores despetaladas,
Folhas espalhadas pelo chão.

Fugindo da Chuva

by

Claudete Sulzbacher


O gatinho caçador,
Sua tarefa interrompeu,
Quando a chuva apareceu.
Ao sentir suas patas molhadas,
Disparou para o seu abrigo preferido,
Um velho cobertor,
Pois seria muito frio
Uma noite atravessar
Sem ter como se secar.

Sem exageros

by

Claudete Sulzbacher


Quem disse
Que eu gosto de chuva
Só pode enganado estar.
Ainda mais se for daquelas
De tudo,
Em poucos minutos,
Alagar.
Excessos causam transtornos,
Seja de umidade,
Seja de seca.
Muito triste alguém perder
Em dez minutos
O que construiu,
Com seu trabalho,
Para sua família,
Ao longo de uma existência.
Prefiro,
Isto garanto,
Uma leve e gentil garoa,
Que umedece a terra
Carinhosamente.

Lugar Vazio

by

Claudete Sulzbacher


Alguém já ocupou
Este lugar agora vazio,
Onde momentos foram vividos,
Marcantes ou não,
Mas foram vividos.
Lugar agora desocupado,
Num vazio aparente,
Onde memórias invisíveis desfilam,
Registro de um passado,
Na vida de alguém,
Que deixou este lugar vazio,
À disposição de um próximo ocupante.

Noite de Inverno

by

Claudete Sulzbacher


Noite fria.
Carros circulam.
A lua é cheia.
Tudo claro.
Os gatos brigam.
Coisas de lua cheia.
As pessoas caminham encurvadas,
Protegendo-se do frio,
Na noite fria.
A máquina barulhenta
Varre as ruas
Ecoando ruidosa,
Na fria noite de lua cheia.

Vaivém Noturno

by

Claudete Sulzbacher


Vozes ecoam.
Para onde vão,
Não faço idéia.
Se vão,
Ou se voltam,
Não saberia dizer.
Parecem animadas,
Apesar do frio,
Numa noite que convida
Para o aconchego do lar.

Vaivém Noturno

by

Claudete Sulzbacher


Vozes ecoam.
Para onde vão,
Não faço idéia.
Se vão,
Ou se voltam,
Não saberia dizer.
Parecem animadas,
Apesar do frio,
Numa noite que convida
Para o aconchego do lar.

Sobre rodas

by

Claudete Sulzbacher


Bicicletas e motocicletas
Circulam pelas calçadas,
Como se ali fosse a rua,
Disputando espaço com os pedestres,
Ora em linha reta,
Ora em zigue-zague,
Impondo-se com o seu diferencial,
A velocidade,
Infringindo normas,
Na maior impunidade.
O pedestre fica acuado,
Surpreendido por um agente estranho,
Que toma o seu lugar,
Ameaçando a sua integridade física.
Um exemplo de como um invento,
Como andar sobre duas rodas,
Quando conduzido de forma indevida,
Deixa de ser uma utilidade,
Para se transformar em uma ameaça.

De ti não desisto

by

Claudete Sulzbacher


Frágil teia de aranha,
Linda,
Cheia de surpresas,
Nela me enrosco,
Me perco,
Às vezes até me encontro,
Mas dela não desisto,
Nem ela desiste de mim.
Vida,
Precioso tesouro,
Por ti vale a pena lutar,
Sem temer quaisquer obstáculos enfrentar.