The Web Poetry Corner
DreamMachineThe Web Poetry Corner is a Dream Machine Site
The Dream Machine --- The Imagination of the World Wide Web
Google

The Web Poetry Corner

Rena

of

Lisbon, Portugal

Home Authors Alphabetically Authors Date Submitted Authors Country Submission Rules Feedback



If you have comments or suggestions for Rena, you can contact this author at:
rennna333@hotmail.com (Rena)


Find a book store near you, no matter where you are located in the U.S.A.!


Cerzan

...the best independent ISP in the Twin Cities

Gypsy's Photo Gallery


Untitled

by

Rena

Ora eu, ora tu na contrariedade da escolha.
Esquecemos o desgaste da pedra que nos une no alto
E caímos por fim_
Vejo que já tecemos as malhas do jardim
E caímos na relva dos cabelos de qualquer criança,
Como os esporos das flores da neve.
A natureza molda o mundo à sua vontade
O mundo molda a vontade dela à sua
E nisto tocam-se as mãos numa só prece.
E o calor pede espaço ao frio
Para tornar férteis os nossos peitos


Untitled

by

Rena

A geada caía-me nos ombros imaginários
E perguntava-me se faltava muito para o espessar da luz_
Enquanto me lamentava por ainda ser cedo e me arder o estômago.
Nem o ouvir e o pensar nos cães que ladram noite após a marcar a continuidade me refazia do desconforto_
E era então, que nos entratantos do meu biológico carácter organizativo
Que se me rebuscavam, numa respiração mais funda, as palavras a monte na cabeça.
Pensava que viveria bem nos mares do sul_
Matar o tempo de qualquer forma.
Era o real em oposição ao que não sei ser real,
E eis que reparo na ausência do teu corpo
Em todas as noites sem tudo_
E nas paredes frias sem vergonha de me mostrar a solidão.

Untitled

by

Rena

Vejo passar o carniceiro meu irmão.
Vejo passar noites e dias sem contestação
Erguem machados à dor!
E erguem hinos à carne os cultivadores da nova moral!

Como ousam não pedir licença ao rio que pisam?
E não pesar na balança a dor alheia
Olhos cegos que de nada servem
Os dos homens que beijam a ignorância da sagrada cegueira_

Untitled

by

Rena

Esmagam-se multidões no meu peito
A carne contra a carne
Os ossos contra os ossos nas contenções do meu temor
E da ausência de cura na voz maldita

Passaria antes a brisa e a neblina das manhãs de domingo se guardasses o teu corpo em minhas mãos,
Se prendesses a tua mão em volta à minha

A noite fabrica empecilhos neuronais
Custa pensar que demais não pense sem razão
E custa entender a esse peito largo e só,
Aquilo que se me apresenta em escuridão.