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Not Isabella

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Lisboa, Portugal

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Portugal

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Chegar a Casa

by

Not Isabella


Corro sem parar
Num êxtase extasiante
Corro para longe
Numa direcção que ainda não conheço
Corro rumo ao infinito
Sabendo que qualquer infinito tem um fim
Corro com vontade
Sentindo o vento da liberdade abanar o meu interior
Corro sem fins, propósitos, limitações, medos ou entraves
Não tenho certezas
As metas ficaram para trás
O universo apresenta-se-me em todo o seu esplendoroso potencial
O mundo é meu, e eu sou só uma menina
E como qualquer menina, só quero chegar a casa_


Etéreos

by

Not Isabella


Observo-os_
Bonitos, ricos, bem sucedidos
Rodeados de uma luminosidade faiscante
Seguros no seu pedestal
Felizes na sua perfeição
Quase etéreos.

Aproximo-me_
Quero ser contagiada pela sua chama
Beber do seu mundo
Fazer parte do seu Éden.

Toco-lhes_
Invadida por uma nuvem de deliciosas sensações,
sinto-me a dona do mundo
Quero permanecer ali para sempre
Numa alegre inconsciência.

Subitamente, um grito ecoa no exterior,
uma angustia angustiante trespassando o ar da noite
Medo, muito medo...
O salão permanece imperturbável
A multidão impassível fala e ri na sua esfera de segurança.

Acordo_ O ruído liberta-me do estado de apatia. Acordo.
Com dificuldade quebro as correntes de deslumbramento que me amarram
Olho em volta_Tudo me parece mais pequeno, sujo, artificial.

Então afasto-me e, lentamente, caminho em direcção à realidade_

Pagã Triste da Decadência

by

Not Isabella

Recordo com melancolia tempos passados
Em que nós, pobres ingénuos, acreditávamos no mundo
E, contemplando o infinito, deixávamos a alma vaguear
Para destinos que iam para lá da realidade
Olhando nos teus olhos, espelhos de esperanças furtivas,
Eu sentia que tudo era possível
Pois o impossível é daqueles que não acreditam
E eu acreditava_
Assim, num enlevo que só a infância admite,
Via o futuro abrir-me a sua porta
Deixando entrever um paraíso de árvores frondosas
Onde tu e eu, juntos, comíamos a apetecida maçã
Sem culpas ou castigos, pois pecado é não viver

Ao recordar esses momentos, o meu espírito enche-se de escuridão
Não pelo que não fiz
Mas por não o conseguir fazer
Permanecendo aqui, neste refúgio feito de sonhos por realizar
Sou o que sou, e não o que queria ser_
Pobre "pagã triste da decadência"