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Jorge Ferreira

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Amadora, Portugal

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A noite vai entrando

by

Jorge Ferreira

A noite vai entrando
devagarinho.
Recolhe-se com a solidão
e embala-se
de nostalgia e poemas.
Vem com as memórias
os sonhos as aventuras desfeitas
mesmo antes de nascerem.
Traz asas de sussurro
e a ternura dos gigantes
tem a mesma cor
dos infelizes e dos indefesos.
A Noite
traz-me a certeza
de ti
do abraço que por'ora
vai tardar,
crescendo no meu peito
pronto para ti
a cada instante
que a noite traz amor.


bebo um cálice de tristeza

by

Jorge Ferreira

bebo um cálice de tristeza
sorvo-o de um trago
e experimento o gosto
amargo da sede dos poemas
que apenas se escrevem
em dias cinzentos e frios.
há uma claridade fosca
nos meus olhos,
sorrio à verdade que passa
e me convida para falar.
os marinheiros deixaram ainda agora
o balcão embebido
de um cheiro a àlcool puro
desvendador
de vidas cruas e soturnas.
as mulheres das noites sem fim
descalçaram as botas de cano alto
e entregam-se no esfregar dos
dedos
ao alívio de mais um dia.
bebo mais um cálice
esperando ainda mais um e outro.
nasce um sorriso
do nada
e entrego-me
a conversas ,
histórias imaginadas
do que cremos querer.
depois envolvo os ombros
de quem se aluga
e escolho a noite
como se a vida não esperasse,
rolando no leito que não conheço,
esperando o dia
que a verdade nunca saberá.

ELA

by

Jorge Ferreira

Não foi inventada, nem nasceu predestinada.
Um dia troquei o mundo pelos seus olhos.
Trocámos de mãos e de passos. Caminhámos juntos,
como andarilhos do mesmo carreiro.
Entregámo-nos no amor, e dele(do amor) nasceu outro amor
ainda mais nosso.
Vieram as jornadas de todos os dias.
Vieram os frios de Dezembro
e os calores de cada Agosto debroado a laranja pôr-do-sol.
Vieram sementeiras e colheitas.
Vieram multidões que passaram bem à frente da janela
que escolhemos para as ver passar
Ela ficou.
Ergui um altar., adorando-a
adorando este amor, que não cessa de crescer.

Poema antigo

by

Jorge Ferreira

Este é o poema mais antigo
Que ainda agora escrevi.
Fala de ti,
Amor sem rosto e sem forma.
O amor é sempre uma estrela cadente,
Lembra sempre um desejo,
E quer ser guardado,
Como se existisse só de saudade
Dos momentos mais ternos e mais intensos
Onde as lágrimas se pintam de sorrisos
E as gargalhadas escorrem pelos olhos.
O amor é sempre uma deusa
Cabelos ao vento,
Encobrindo os olhos
Que não querem ver,
Porque tudo se vè dentro da alma.
O amor são as histórias
Os gestos
O prazer.
O amor é sempre um leito acetinado
E um tempo infinito
Deitado ao teu lado.
O amor tem um par de mãos entrelaçadas
E bebe-se de prazer em cada canto.
Intemporal
Porque em cada momento eterno,
Imortal
Porque nunca morre ,
Generoso como vinho velho,
Manjar dos sentidos.
Amor é existir e morrer,
E guardar-te
Neste poema antigo
Que nunca acaba de se escrever.

Queria-te

by

Jorge Ferreira

Queria-te ter
como o primeiro dia
em que te achei minha
e me senti teu.
Queria abraços ternos
beijos quentes,
antes de tudo - palavras -
que nos devolvessem as juras
que nos tornaram fortes.
Hoje
tu deixas correr o tempo,
eu fico em cada momento
olhando
e vendo-te longe
amargamente longe.
Há dor em tudo o que possuo de ti,
porque ter-te é mais forte
que a vida que pulsa em mim.