The Web Poetry Corner
DreamMachineThe Web Poetry Corner is a Dream Machine Site
The Dream Machine --- The Imagination of the World Wide Web
Google

The Web Poetry Corner

Gonçalo A. Oliveira Cordeiro

of

Leiria, Portugal

Home Authors Alphabetically Authors Date Submitted Authors Country Submission Rules Feedback



If you have comments or suggestions for Gonçalo A. Oliveira Cordeiro, you can contact this author at:
ledz@abyss-pt.org (Gonçalo A. Oliveira Cordeiro)


Find a book store near you, no matter where you are located in the U.S.A.!


Cerzan

...the best independent ISP in the Twin Cities

Gypsy's Photo Gallery


Elegia

by

Gonçalo A. Oliveira Cordeiro

Em homenagem à eterna memória de Júlio Febra, à sua esposa, e filhas

Ingrata...
Alguns temem-te, outros te esperam,
e tu, falsa, matas a esperança de
quem ainda merece, e nao deixas...
Largas por trás a angústia que
nos resta, e ris, e troças, e foges!

Cobarde!!

Nao temam... nao desesperem...
Nao vos torturem pela saudade,
ou pela revolta; nao larguem
lágrimas pelo que nao tem,
mas pelo que se recordam e guardam;
da lembrança possuímos a imagem de quem amamos
e já nao encontramos, e ao fecharmos
os olhos, confortamo-nos pela
companhia que imaginamos, e confiamos...

E tu... descansa... larga agora
o pesado fardo que a vida te deu
e descansa, mas nao esqueças;
és agora o seu anjo, e por elas
irás olhar e cuidar, de longe é certo,
mas ainda assim, sempre por perto...


I Still Cry

by

Gonçalo A. Oliveira Cordeiro

"I cry silent tears whispering still frames of pain and confusion.
To where my soul has left? I don't recall... it seems to be lost..."

The tears don't fall down across my pale face, but
I still cry... my heart sufocates by the pain that
my soul spits; but out here, I feel nothing,
nothing but emptyness, like if someone ripped by
mind, soul and heart... but I still cry...

I try to find some sense of reason, but I always
turn back to same... can't figger it out, can't
see a way out... out of the pain...

How I wish, how I wait... for the darkness of
the world to take me home... I don't belong here
anymore... not anymore; I shall not let no one
else walk across my heart, that my belongs and
it always will, to the one I love... with all
that I am, and not...

Hut of pain, house of darkness... set me free,
let me go... if I can't love and be loved, brake
the lake of ice, and let me die...

All it's left, is not alive... my heart is
bleeding, and my soul entered an endless sleep...
let me go... let me die... I still cry...


Pieces III

by

Gonçalo A. Oliveira Cordeiro

Can't you see? Are you that blind?
Look closer... I am crying...
No, not from my eyes, but from my heart;
Can't you see the blood? Look again...
Can you see now? Can you feel the pain?
No, you can't... It's my pain.

It's a feel of something that doesn't feel;
Something that is, and should never be;
A blindness of what I should see;
A curse of what's left, and what must lean:
I don't want to be what I will be tomorrow,
I don't want to feel what I will sorrow...
Let me stay... I pray... I lay...


Time Goes By

by

Gonçalo A. Oliveira Cordeiro

Time goes by,
and although I do not seem to cry,
that's because I lie;

I wonder if only I can't forget,
or someone else's memories can't be reset.
Probably me, surely it wouldn't be.

Why can't I sleep at night, and
why won't my memories keep off my sight?

Just want an answer for that,
Only need a reason by what...


Sentimentos II

by

Gonçalo A. Oliveira Cordeiro

Sufoco numa loucura imensa
por onde nem a insanidade se atreve a caminhar,
ou mesmo imaginar...
pinto os olhos de verde, disfarço-os azuis,
visto-me de alegria, escondo a água tosca, e débil
a alma nao mais respira, o olhar nao brilha,
e eu... minto... minto-vos... minto-me!!!

Nao aguento! Será este o meu fim? claro que nao... ainda respiro
mas e depois? Nao vivo, apenas sobrevivo!!
malditas memórias!!
Porque nao passam de histórias?
Do meu pensamento, nem a raiva, nem o medo, ou a angústia consigo escrever;
do meu sentimento, nem a realidade consigo ler...

desespero!


Vazio

by

Gonçalo A. Oliveira Cordeiro

Vazio... sinto-o...
(Vazio) preocupado com
emoções ausentes, distantes...
ocupado com rumos imaginários
e perdidos, envolvidos na solidão
núa, (e) desespero...

Alguém? Algo? Nada... ninguém...
respiro, sufoco, escrevo, suspiro;
memórias, saudade, felicidade...
Tudo alma do passado, agora
solitária, miserável...

Não adormeço... como poderia?
Não me restam sonhos para sonhar,
não me restam forças para acreditar...
Tépido, gélido... vazio, seria?


Desde que perdi as lágrimas

by

Gonçalo A. Oliveira Cordeiro

Desde que perdi as lágrimas,
Fico acordado entre as páginas da vida;
Pelas linhas e entrelinhas que me torturam,
e matam, caminho ignorante, desinteressado e insignificante!

A sabedoria não é um poço, de onde
tiramos a felicidade e a paz e a transparência,
mas sim um fosso, uma escuridão imensa
de infelizes realidades, de almas sem consistência!

Fosse eu transparente e inócuo...